quinta-feira, 2 de outubro de 2008


A Moda nos anos 60
Nos anos 60, Londres havia se tornado o centro das atenções, a viagem dos sonhos de qualquer jovem, a cidade da moda. Afinal, estavam lá, o grande fenômeno musical de todos os tempos, os Beatles, e as inglesinhas emancipadas, que circulavam pelas lojas excêntricas da Carnaby Street, que mais tarde foram para a famosa King's Road e o bairro de Chelsea, sempre com muita música e atitude jovens.Os tecidos apresentavam muita variedade, tanto nas estampas quanto nas fibras, com a popularização das sintéticas no mercado, além de todas as naturais, sempre muito usadas.A alta-costura cada vez mais perdia terreno e, entre 1966 e 1967, o número de maisons inscritas na Câmara Sindical dos costureiros parisienses caiu de 39 para 17. Consciente dessa realidade, Saint Laurent saiu na frente e inaugurou uma nova estrutura com as butiques de prêt-à-porter de luxo, que se multiplicariam pelo mundo também através das franquias.Com isso, a confecção ganhava cada vez mais terreno e necessitava de criatividade para suprir o desejo por novidades. O importante passaria a ser o estilo e o costureiro passou a ser chamado de estilista.As mudanças no vestuário também alcançaram a lingerie, o unissex ganhou força com os jeans e as camisas sem gola. Pela primeira vez, a mulher ousava se vestir com roupas tradicionalmente masculinas, como o smoking (lançado para mulheres por Yves Saint Laurent em 1966). A maquiagem era essencial e feita especialmente para o público jovem. O foco estava nos olhos, sempre muito marcados. Os batons eram clarinhos ou mesmo brancos e os produtos preferidos deviam ser práticos e fáceis de usar.
A moda masculina, por sua vez, foi muito influenciada, nos início da década, pelas roupas que os quatro garotos de Liverpool usavam, especialmente os paletós sem colarinho de Pierre Cardin e o cabelo de franjão. Também em Londres, surgiram os mods, de paletó cintado, gravatas largas e botinas. A silhueta era mais ajustada ao corpo e a gola rolê se tornou um clássico do guarda-roupa masculino. Muitos adotaram também a japona do pescador e até mesmo o terno de Mao.

domingo, 17 de agosto de 2008

Cielo conquista primeiro ouro do Brasil em Pequim


César Cielo conquistou a primeira medalha de ouro do Brasil nos Jogos de Pequim neste sábado. Vencedor da prova dos 50 m livre disputada no Cubo d'Água, com o tempo de 21s30, o nadador ouviu, do lugar mais alto do pódio, o hino nacional brasileiro ser tocado de forma inédita nesta Olimpíada.
Assim, César Cielo faz história. Ele é o primeiro atleta brasileiro a conquistar uma medalha de ouro olímpica na natação. O feito inédito veio com o novo recorde olímpico, marca que já pertencia ao nadador de Santa Bárbara d'Oeste, no interior paulista.
Essa é a segunda medalha de César Cielo nos Jogos Olímpicos de Pequim. Logo depois de chegar na terceira colocação na prova dos 100 m livre ao lado do norte-americano Jason Lezak, o brasileiro havia prometido mais uma medalha na prova dos 50 m livre, sua especialidade. Para conquistar a medalha de ouro, César Cielo bateu concorrentes de peso. Com o tempo de 21s45, o nadador francês Amaury Leveaux ficou com a medalha de prata. Alain Bernard, também francês, ficou com o bronze ao cravar 21s49.
César Cielo bateu o recorde olímpico em Pequim três vezes, uma nas eliminatórias, uma na semifinal e outra na final. Uma das marcas durou apenas cinco minutos, já que foi tomada por Amaury Leveaux, compatriota de Alain Bernard, ouro nos 100 m livre.
O brasileiro ainda competiu ao lado do recordista mundial da distância, o australiano Eamon Sullivan. Ele terminou apenas na sexta colocação, com o tempo de 21s65, longe de sua melhor marca de 21s28. Cielo chegou a dizer que pensava em quebrar o recorde mundial, e ficou a três centésimos de fazê-lo.

domingo, 13 de julho de 2008

O Plano Marshall

Em março de 1947 a nova política norte-americana de confronto com a União Soviética ficou conhecida como Doutrina Truman. Seu princípio básico era o argumento de que os Estados Unidos tinham o dever de proteger os países do bloco capitalista das ameaças do “comunismo internacional”, fornecendo a eles ajuda econômica e militar.
Em junho de 1947, o secretário norte-americano, George Marshall, anunciou um amplo programa de ajuda financeira às nações européias atingidas pela guerra e a Turquia. Nascendo assim o “Plano Marshall”.
Seus principais objetivos eram:
*Reconstruir cidades, áreas industriais e agrícolas devastadas;
*Reorganizar a economia;
*Conter o avanço do comunismo, que fazia progressos no Leste Europeu e se fortalecia em algumas nações ocidentais, como a Itália e a França;
*Fazer da parte ocidental da Alemanha o principal pólo industrial da Europa, para impedir a expansão soviética.
A Alemanha com a ajuda norte-americana e a estabilidade política, saiu da crise do segundo pós-guerra e voltou a ser um dos maiores países industriais do mundo.
Na Grã-Bretanha, o Partido Trabalhista, vitorioso nas eleições de 1945, de início a importantes transformações na economia e na estrutura do Estado, entre elas estão:
*A implantação de um amplo programa de nacionalizações;
*A criação de um avançado sistema previdenciário;
*Amparo na velhice e nos casos de invalidez.
Guerra Fria e Terror Nuclear

Em 1947 por causa da desconfiança mútua da União Soviética e dos EUA foi declarado um confronto entre os dois blocos. A acusação do presidente norte-americano Harry Truman a União Soviética dizendo que ela pretendia impor regimes totalitários aos países democráticos foi o ponto de partida da Guerra Fria.
Em 1945 os Estados Unidos inauguraram a Era Nuclear, destruindo com bombas atômicas duas cidades japonesas. Ao fazerem isso o governo de Washington não queria só quebrar a resistência do Japão, mas também mostrar sua superioridade militar aos soviéticos e comunistas chineses.
Em 1949 a União Soviética realizou seu 1º teste nuclear, explodindo uma bomba atômica na região da Sibéria.
A partir daí duas potências passariam a competir intensamente no campo militar, desencadeando uma corrida armamentista e iniciando um longo período de medo e insegurança para a humanidade, marcado pelo terror nuclear.
Para evitar um confronto direto, as duas superpotências passaram a fomentar agitações, desestabilizando governos e estimulando guerras localizadas em diversas regiões do planeta. Dois desses conflitos foram: a Guerra da Coréia e a Guerra do Vietnã.
Divisão capitalismo X comunismo

O capitalismo e o comunismo (socialismo) são sistemas separados por grandes diferenças de ordem econômica, social, política e ideológica.
O socialismo queria construir uma sociedade governada pelos trabalhadores. No socialismo de Estado o governo é formado por líderes do Partido Comunista e, altos funcionários, isso até 1991 na Antiga União Soviética e nos países do Leste Europeu e ainda existe em Cuba e na China. Tem como características o autoritarismo e o sistema de partido único que impede a formação de grupos de oposição.
No campo econômico o comunismo praticamente não tem propriedade privada, a maioria das empresas pertencem ao Estado. Não existe liberdade de mercado, a economia é planificada.
Já no capitalismo, o Estado participa muito menos da vida econômica. As empresas são de propriedade privada e seus produtos são comercializados segundo a oferta dada. Por isso esse sistema é chamado de economia de mercado.